quinta-feira, junho 23, 2005

Álvaro Cunhal

Nunca nos poderemos esquecer que Cunhal lutou por Abril.

4 Comments:

At 10:30 da manhã, Blogger ovatsug said...

"Era um homem de aço, de antes quebrar que torcer. Valente, de convicções inabaláveis, pessoalmente desinteressado, até ao sacrifício, fiel aos seus ideais de sempre, que nunca quis compreender o célebre verso de Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/o mundo é feito de mudança". Ele nunca mudou"

Mário Soares

http://jn.sapo.pt/2005/06/13/dossier/Mem_ria_de_lvaro_Cunhal.html

É isto que eu critico em Alvaro Cunhal. Não obstante a sua luta pela liberdade, com o 25 de abril tentou criar um totalitarismo de esquerda, não muito diferente duma ditadura, mas os portugueses votaram contra e ainda bem que assim foi.

 
At 5:10 da tarde, Blogger p said...

Curioso Ovatsug... É isso que eu critico em Mário Soares! Falar só para não estar calado. E não escolheste a pior parte da entrevista, que a meu é revoltante. Não tanto pelo que diz, mas por quando foi dito.
Quanto a Cunhal, é absolutamente verdade o que dizes. Mas por outro lado, admiro a firmeza na defesa das suas convicções, o seu apurado sentido estético e a sua vontade imparável de tornar o mundo melhor (mesmo não sendo da melhor forma). Como diria alguém, "foi pena ter crescido no partido errado".

 
At 11:48 da manhã, Blogger Nuno said...

"a sua vontade imparável de tornar o mundo melhor" - a questão que se coloca é: melhor para quem ?

Salazar tinha igualmente firmes convicções, não enriqueceu à custa do povo português, e certamente julgava estar a tornar Portugal um país melhor (para alguns pelo menos). Pena ter sido ditador.

 
At 6:17 da tarde, Anonymous Anónimo said...

As convicções são como como os bêbedos de bairro, nunca mudam e geralmente não sabem para onde vão.

 

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